Financiamento da FAPERJ possibilita novos métodos de processamento de exames de imagem médica numa parceria com Dasa, LNCC, UFRJ e UNIRIO

O avanço da ciência da computação tem promovido um desenvolvimento sem precedentes na história da sociedade humana. Em particular, nas últimas décadas, observa-se um interesse crescente na aplicação de recursos computacionais para auxiliar na solução de problemas complexos em medicina.

Técnicas tradicionais para processamento de imagens vêm sendo substituídas por metodologias de aprendizagem baseada em dados, a partir do treinamento de redes neurais.  Esse novo contexto, permeado pela aprendizagem profunda e dados de treinamento, vem permitindo o desenvolvimento de sistemas de auxílio ao diagnóstico e de síntese de imagens com alto potencial de impacto no dia-a-dia dos hospitais, na pesquisa de cunho básico, e também na educação médica.

A Fundação de apoio a Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ, através de edital especifico, estimulou a criação de redes Temáticas de pesquisa em Inteligência Artificial para grupos de reconhecida competência. Essa iniciativa visa estimular a realização de projetos em pesquisa aplicada e inovação no enfrentamento de desafios e demandas sociais e econômicos. Desta forma, foi criada uma rede de Instituições para pesquisas em Inteligência Artificial na área de Saúde, com pesquisadores do IMPA, LNCC, UFRJ e UNIRIO, e Grupo DASA.

A rede tem como objetivos o desenvolvimento de métodos matemáticos e computacionais baseados em técnicas de inteligência artificial para auxiliar na análise, visualização, interpretação e diagnóstico a partir de imagens médicas, garantindo assim que eles produzam resultados confiáveis.

Essa rede é o resultado das competências individuais e da experiência adquirida pelos grupos das instituições participantes na integração de pesquisadores em áreas diversas (engenharia, matemática, computação e medicina/saúde), superando barreiras de “linguagem” e de abordagem científica, tendo como ponto de vista uma visão interdisciplinar das diferentes facetas dos problemas de interesse.

A equipe constituída tem competência para atender os desafios científicos e tecnológicos que o projeto demanda e para desenvolver recursos em inteligência artificial que permitam a manipulação, análise, síntese e integração de dados proveniente de imagens médicas.

O projeto aprovado, liderado pelo IMPA e coordenado pelo Professor Roberto Imbuzeiro, receberá aproximadamente R$ 2 milhões.